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Prosa : Decadencias I
Enviado por Dark_Angel em 03 Aug 2010. (36 leituras)
Prosa

Hoje, última terça-feira do mês de Junho, mais uma vez sem grandes inspirações para transcrever para este tal papel branco, deitado na mesma cama de ontem e na de à muitos anos, onde dormirei no fim deste outro monólogo do meu dia, diga-se de passagem, outro monótono e rotineiro dia.
Hoje nem me sinto melhor nem me sinto pior, pode-se dizer que o meu estado de espírito vagueia entre o mau e o péssimo, que parece que até de mim que ser ver livre, não sei bem o que se passa comigo mesmo, não sei dizer se ando bem ou mal, apenas ando, ou dito de outra maneira, vivo, e viverei até onde o meu corpo e mente me levarem.
Amor? Já não sei bem o que será tão bela palavra, será bom será mau? Dúvida persistente. Queria desfazer essa mesma dúvida se alguém, e esse alguém existe e já teve tão próximo de mim, me ajudasse da mesma maneira como um dia criou essa tão linda palavra dentro de mim. Agora limito me a saciar, e desculpem se tal palavra seja um pouco bruta, o meu desejo carnal e vendo que, por agora, sou útil para aparentemente fazer alguém feliz, pelo menos pelo exterior.
Não sei bem o que dizer, movimento-me seguindo a rotina normal, lenta, irritante, e limitada, outras vezes rápida até demais para mim. Como montanha russa que quando sobe, sobe tão devagar que por vezes sentimos o nosso próprio coração a palpitar com receio do que vira no fim da linha, quando essa linha se torna inalcançável aos nossos olhos, desce rapidamente sem tempo sequer por vezes para gritar e nos libertar por meros segundos, depois de tudo isto, estabiliza por alguns momentos, de novo a monótona e rotineira vida que nos consome.
Continuarei, apesar de tudo, à espera de notícias tuas.

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Prosa : Decadencias
Enviado por Dark_Angel em 03 Aug 2010. (34 leituras)
Prosa

Sem grandes ideias para implantar nesta mera folha branca de papel, igualmente vazia como a minha vida se encontra neste momento, parece que de um momento para o outro tudo que eu tinha se esqueceu de mim, fiquei para trás na história da sociedade, mais uma vez. A minha vida é de certo modo como estas palavras, curtas e concisas, que se escondem por de trás de um longo e denso fumo negro, passam discretas à maioria das pessoas, até aquelas que me são mais chegadas, deveriam essas pessoas escutar essas minha palavras? Não creio, provavelmente serei demasiado fútil para alguém, novamente, se preocupar comigo se nem mesmo eu o faço. Ai, parece que sigo numa estrada e que os tempos passam me ao lado a correr com toda a sua azafama e cansaço, com os seu ruídos, cheiros, visões, tudo, tudo o que eu, não percebo muito bem porque, por agora não poderei sentir ou até tocar, será isso pela falta daquilo que movimenta esta sociedade, dinheiro? Ou então por estar preso a alguém ou algo do passado ou do futuro? Não sei bem.
O que eu tenho? Algumas recordações daquilo que em tempos eu poderei chamar vida, daqueles que em tempos se preocupavam comigo e aliviavam me o consciente com brincadeiras inocentes, alguns desses perdi-os, outros por algum motivo se afastaram, outros esqueceram me, resta uma minoria que, por enquanto, lê estas minhas palavras, escritas em cima duma cama, onde supostamente estarei a dormir.
O que busco? Nem eu sei bem, se calhar como se diz na gíria "ando aqui enganadinho", por enquanto vou até onde me levarem, depois, o futuro encarrega-se disso.
O que sou? Apenas mais um, um psicótico, alguém que neste preciso momento se sente um pouco em baixo, mas como disse anteriormente, tudo ou quase tudo me virou costas, excepto tu, tu que perdes-te alguns minutos da tua eterna vida para ler este pequeno monólogo que descreve praticamente toda a minha parte negra, a esses minutos, um grande obrigado meu para ti.
Para onde caminho? Provavelmente para onde todas as pessoas caminham, para a paz, a famosa libertação da alma, que muitos já tiveram o privilegio de chegar a esse marco da sua vida, até lá, ama-se, é-se amado, gasta-se, ganha-se, perde-se e todo um conjunto de verbos que sobem e descem na nossa vida.
Por enquanto assim acabo este monólogo, e para ti Ana que provavelmente és a primeira a ler isto, um grande e merecido obrigado por estares ao meu lado desde sempre.

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Prosa : Lengalenga
Enviado por Cinderela em 10 Feb 2010. (242 leituras)
Prosa

Porque quando te vejo não me vejo a mim. Vejo que te conheço mas não me reconheço em ti. Páro para ouvir o que tu dizes e nada daquilo que hoje dizes, é novo para mim. São constantes repetições de lengalengas enfeitadas de amor mas que nada me dizem a mim. São ruídos de esperança ecoados com o único prepósito de me agarrar a ti, mas eu não deixo. O meu corpo não permite, os meus pés estão presos ao chão da sala, eu não saio mais daqui. Não vou, nem fico. Permaneço. Porque sim. Não porque te devo alguma coisa. Só, porque deve ser assim. Tenho o dever de pelo menos te ouvir, e o direito de ficar calada. Já nada mais há para dizer. Apenas ouvir-te. A ti, nesse discurso inflamado de tanta surpresa em eu estar a agir assim.
Nós já fomos aquilo que fomos, noutra altura, num tempo que era só nosso. O plural deixou de existir. Agora os caminhos são diferentes. Eu escolhi um lado e tu foste por outro. O lado que é só teu. No qual eu já não estou incluída porque escolhi. Eu acho que tu não escolheste. Foste. Foste, apenas para onde era mais perto. Porque o longe, custa. É um longo caminho a percorrer. E tu não queres o esforço, optas por cair em glória. E caíste na minha.

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Prosa : Dança comigo esta noite...
Enviado por Pedro em 19 Jan 2010. (127 leituras)
Prosa

O sabor molhado de uma noite de verão enganada pelo tempo... Uma música de loucuras passadas em alturas antigas...
Há breve nostalgia! Que lembro nas estrelas tímidas escondidas entre sombras de nuvens, as passageiras do céu. Quanta rebeldia de outros tempos neste hoje solitário... Estou comigo, e comigo está um mundo de pormenores, de pequenas delícias improváveis de serem notadas, mesmo ignoradas num agora cheio de horas, minutos e segundos onde tudo se passa e ocupa, mas sem se reparar em nada.
Dança comigo! Dança esta valsa comigo brisa fria! Beleza infinita tens, és nascida num qualquer canto deste mundo, criada pelo mar e pelo tempo, empurrada por forças eternas e indomáveis, chegas a mim despida, nua... Separas-te do teu pai, da tua mãe, através de espirros de serras e montanhas constipadas. Ignoras todo o mal que podes causar! E essa pureza deixa-te órfã e sem par! Casa-te comigo esta noite pois amanhã já não és mais... Vamos dançar esta noite como se a paixão nos tivesse atingido. Como se o amanhã não mais chegasse! Vamo-nos amar até fazer inveja à lua, a estas montanhas e vales que nos rodeiam. Vamos dançar até que um último suspiro te leve... Quero dançar contigo esta noite, doce ventania...

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Prosa : empatia
Enviado por amanhecer em 07 Dec 2009. (278 leituras)
Prosa

é este sentimento raro... tão raro como estrelas cadentes.
quem não sente a empatia de outro, sua alegria não faz eco no outro coração e sua imensa tristeza é como filme mudo á frente de quem fecha os olhos... é despercebido o sentido.
e aí.. entra a solidão...

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